segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

De onde virá a redenção?


Resultado de imagem para fotos do supremo tribunal federalMudanças e tendências importantes começam a emergir na América do Sul; na política, os ventos de esquerda parecem amainar, reduzindo o ímpeto de governos afoitos por caminhos populistas.

Na Argentina em reviravolta inesperada, derrota-se a maquina Peronista. Face a decadência constatada da economia argentina, o novo governo, reconhecendo os erros da antecessora, procura na ortodoxia econômica a correção de rumo. Graças a eleição do presidente Macri vislumbra-se novo caminho, evita-se o desastre que se anunciava.

Na Venezuela, onde o Chavismo parecia blindado pelo apelo popular, eleições revelam o grau de repúdio que se instala, não apenas nas classes mais favorecidas, mas também nos segmentos mais populares. Assim, graças à instalação de um novo parlamento, onde a Oposição predomina,  dá-se o primeiro passo para a correção de rumo que poderá redimir a sofrida nação.

Já no Brasil, pouco pode se esperar do executivo, este comandado por pessoa comprovadamente despreparada para o cargo para o qual foi eleita. Dilma Rousseff  recusa admitir os perigos que decorrem de uma estrutura administrativa integralmente voltada para a montagem do poder político, abandonando qualquer tentativa de dar ao país uma administração competente. Quanto à política econômica, esta segue a cartilha de uma ideologia já condenada, alheia à realidade dos fatos.

Em adição, o país observa um Congresso cujos representantes já abandonaram, há muito, o sentido do dever, o sentido da retidão, o sentido da vergonha. Comandado por dois presidentes, um da Câmara, outro do Senado, já suspeitos de transgredirem  as leis e os bons costumes, deles o Brasil nada pode esperar. Ainda, pouco ou nada se espera da Oposição, perdida no tumulto de suas ambições desencontradas.

Resultado de imagem para fotos sergio moroResta, assim, tão somente o Judiciário como elemento corretivo da anomia política, econômica e moral que aflige a nação. Em um dos extremos da estrutura judicial tem-se a primeira instância comandada pelo Juiz Sergio Moro. Este, solitário, enfrenta com imparcialidade e dignidade inimigos poderosos e perigosos. Merece o respeito do povo brasileiro pela esperança que lhe é  oferecida.


Sua relevância depende, contudo, do outro extremo hierárquico do judiciário, o Supremo Tribunal Federal. Apesar de temporariamente comandado por aliado do Executivo, a instituição revela um naipe de Ministros corretos e de profundo saber. Falta-lhe, todavia, a liderança de um Joaquim Barbosa, cujo sucessor talvez se revele impelido pela importância da missão. Torna-se essencial o apoio do  STF às decisões emanadas  das instâncias inferiores assim  derrubando as muralhas da impunidade, favorecendo  a moralização política do país.

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